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Emergências no Trânsito: Ligue 1188

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Transporte de crianças

Desde 2010, os órgãos responsáveis pelo trânsito começaram a fiscalização sobre o uso obrigatório destes sistemas de retenção para o transporte de crianças.

O não cumprimento implica nas penalidades previstas no art. 168 do CTB: infração gravíssima, multa de R$ 191,54, sete pontos na CNH e retenção do veículo até sanar a irregularidade.

O que são dispositivos de retenção?
São elementos combinados como tiras, fechos, travamento, ajuste e fixação para o transporte de crianças em veículos, de acordo com sua faixa etária, peso e altura. Também são conhecidas como "cadeirinhas".

Por que a criança deve usar estes dispositivos? No colo da mãe ela não estaria mais protegida?
Para a criança, não há nada mais aconchegante que um colo de mãe, mas, neste caso, carregá-la no colo é perigoso. Todo corpo (em movimento ou não) está sujeito às leis da Física. Dentro do automóvel não é diferente.

A inércia faz com que, ao acelerar ou desacelerar o veículo, o corpo se mantenha no mesmo estado de movimento, daí a necessidade do cinto ou dispositivo de retenção. O corpo da criança é frágil, então as consequências de um acidente as atinge com maior intensidade e, consequentemente, com maior gravidade, especialmente na região da cabeça e pescoço.

Além do cinto de segurança, que deve ser usado por crianças a partir dos 10 anos de idade e altura acima de 1,45m, basicamente estes dispositivos podem ser de três tipos: bebê conforto, cadeirinhas e assentos de elevação.

Veja abaixo como devem ser corretamente afixados no veículo:

Crianças até 1 ano Crianças de 1 a 4 anos Crianças de 4 a 7 ½ anos
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Transportar sempre em cadeira tipo "Bebê conforto", presa ao cinto de segurança, no meio do banco traseiro e de costas voltadas para a frente do carro.

Transportar sempre em cadeira especial, de frente para o painel e presa ao cinto de segurança, no meio do banco traseiro do carro.

Transportar sempre em assento especial, presa ao cinto de segurança de três pontos. O assento - que não pode ser improvisado - eleva o tronco da criança para a posição adequada, proporcionando um maior conforto e, no caso de acidente, afasta o perigo de estrangulamento.

 

Nunca transporte as crianças:

  • no banco da frente, mesmo presas ao cinto;
  • no colo, ambos usando o mesmo cinto;
  • no banco de trás, SEM O CINTO DE SEGURANÇA;
  • em pé, entre os bancos dianteiros;
  • no compartimento de carga ou porta-malas;
  • em número maior que a capacidade nominal do veículo.

Ao transportá-las de uma dessas formas, você estará colocando em alto risco a vida das crianças e ainda estará sujeito a ser multado por falta gravíssima.


Você sabia que...

...testes comprovam que numa colisão, mesmo com o veículo a uma baixa velocidade, o peso de uma criança de 10 quilos, pode chegar a 250 quilos, que se não estiver presa a um dispositivo de retenção, poderá ser arremessada para fora do veículo ou se chocar às partes duras do veículo?


...o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO) é obrigatório nos produtos comercializados no Brasil? Por isso só adquira produtos contendo este selo. Além do selo, certifique-se que o produto contém manual de instalação e embalagem original. Leia atentamente o o manual antes de isntalar o dispositivo adquirido. Leia também o manual do proprietário do veículo para saber se há alguma restrição sobre a instalação dos mesmos (como a desativação de "airbag").

...mesmo com o cinto de segurança, um adulto transportando criança no colo, em caso de colisão frontal, pode prensá-la contra o painel ou banco? E neste caso, a criança ainda pode ser lançada para fora do veículo, com conseqüências gravíssimas.


Atenção

A Resolução nº 277 do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN de 28 de maio de 2008 dispõe sobre o transporte de menores de 10 anos e a utilização de dispositivo de retenção. Conheça a íntegra da resolução no site do Denatran.

Transporte as crianças no banco de trás e não esqueça de travar as portas e manter os vidros sempre fechados.

Procure entre as várias opções disponíveis nas lojas, o dispositivo que melhor atenda às necessidades para o transporte seguro de sua criança, certificado pelo INMETRO e dentro da legislação.

Dirigindo, não desvie sua atenção do trânsito para "cuidar" das crianças, voltando-se para o banco de trás. Se esse cuidado for inevitável, pare o veículo em local seguro.

Faça o embarque e desembarque das crianças somente do lado da calçada.

Verifique se o transporte escolar que você contrata oferece segurança adequada.

A Deliberação nº 100 do CONTRAN altera a Resolução nº 277.



Links relacionados:

ONG Criança Segura
DENATRAN - Departamento Nacional de Trânsito